Votos endereçados ao Brasil

MacauRio

Os Maçons de Macau parabenizam o presidente eleito do Brasil, Congressista Jair Bolsonaro, pela confiança dada pelo povo brasileiro na segunda ronda das eleições presidenciais que tiveram lugar a 28 de Outubro para o desempenho do mais alto Magistério da Nação e formulam votos das maiores felicidades no desempenho do cargo. Os Maçons de Macau tomaram a devida nota do empenho dos Irmãos do Brasil na eleição do Presidente Bolsonaro e na participação de membros do Grande Oriente do Brasil na sua candidatura. Desejam que esse apoio frutifique na implementação dos valores da liberdade, da igualdade e da solidariedade nas políticas e acções do novo governo brasileiro cuja posse está prevista para o próximo dia 1 de Janeiro.

Os Irmãos brasileiros e portugueses têm uma relação fraterna muito especial por ter sido D. Pedro, príncipe de Portugal, o primeiro Imperador do Brasil, ele próprio Maçom e primeiro Grão-Mestre da Maçonaria brasileira. Essa relação desenvolveu-se ao longo dos anos, tanto entre a Casa Real e o Imperador do Brasil como entre governos republicanos de um lado e do outro. Portugal tem uma comunidade vasta radicada no Brasil que contribui significativamente para o desenvolvimento e progresso do país Irmão. O Brasil tem também uma comunidade laboriosa em Portugal, contribuindo para o aumento da riqueza nacional. As nossas relações são portanto de solidariedade, respeito, cortesia, amor fraterno e devem reflectir-se na relação entre as Obediências de Portugal e do Brasil.

Os Maçons de Macau vêem com tristeza a tomada de posições públicas relativamente à situação política no Brasil que se podem entender como intromissão nos assuntos internos do Brasil e desrespeito da autonomia e independência que deve presidir às relações entre potências independentes e comunidades maçónicas distintas.  Os Maçons de Macau pautuam-se pelo escrupuloso respeito do Landmark n.o 6 da Maçonaria Regular Universal, nos termos do qual é vedado em Loja e mutatis mutandis entre Lojas e Obediências a discussão ou questiúncula sobre questões religiosas ou políticas que possam fazer perigar a harmonia, a tranquilidade, o são convivio e o respeito que deve prevalecer entre Maçons e organizações maçónicas. Os Maçons de Macau fazem um apelo à contenção, moderação e silêncio, lembrando que este é o caminho virtuoso da aprendizagem maçónica porque aprender com o Outro que é diferente e pensa diferente é uma forma de nos enriquecer humanamente a nós próprios.

O Venerável Mestre da R:.L:. Sun Yat Sen n.o 8, A. M. Goncalves.

Saudação aos Maçons Brasileiros

Com um abraço fraterno aos Irmãos brasileiros agora que se aproxima o dia em que irão escolher o mais alto magistrado da Nação brasileira. O que está em jogo é a sobrevivência do Brasil como nação soberana. O país regrediu nos últimos sete anos por uma política criminosa de delapidação dos recursos e da capacidade produtiva brasileira, multiplicando-se a corrupção que minou toda a sociedade e a classe política aos vários níveis. A vossa liderança no Brasil novo pós-28 de Outubro é fundamental bem como a instilação dos valores da honra, da dignidade, da probidade, da decência e do patriotismo. Os Irmãos portugueses estão irmanados com vocês neste dia novo para um tempo novo. A.M. Goncalves, VM RL Sun Yat Sen N.o 8.

Campanha

The Challenges that Freemasonry faces

GLUPThe openness of the modern society, the demand for transparency and accountability in every institution, the proximity of media, and the awareness of citizens pose enormous challenges to contemporary freemasonry. In Anglophone countries the history of Freemasonry combines with the history of local communities, as Freemasons are active citizens involved in the social causes of those communities and in structures of assistance to those in need. In the Latin world Freemasonry has been slowly adapting to an environment where the Order is no more persecuted – as during the 1930’s under fascist and extreme rights regimes – where its role was seen with mistrust by being allegedly involved with projects of power, traffic of influence and privilege that are incompatible with a free and rule of law society. Freemasonry is not such a type of organization although people think the opposite. The power that people attribute to the Craft is limited or even nonexistent. There are a few heads of state or monarchs that are freemasons or are willing to be publicly associated with the Craft. In modern parliaments there are MPs who are Freemasons but their activity is not coordinated to encourage some sort of ‘masonic’ articulation of the political agenda. They respond lawfully to the directives of their Party chiefs rather than thinking of the interests of Freemasonry as a social actor.

Some Crafts are better than others in facing this challenge. Some aim to ignore this appetite for transparency and openness to the outside world. Others are taking the convenient approach to let its activities be known without putting in danger the design of secrecy that the organization has ritually and its by-laws. We have been providing, in some constituencies, guided visits to Masonic temples, lectures and debates held in these temples and open to the public. Rarely have we seen Freemasonry leaders approaching the press and explaining their views about the problems of society and the challenges that it poses to everybody. It is, of course, a question of personal approach but also of social culture and tradition. Somehow, the French are more used to this sort of posture, considering the French practice free speech, political mobilization and participation, fighting for the values that are enshrined in the motto “ Liberté, Fraternité, Equalité’ and that form the identity of the ‘republique’. In Iberian countries that move is still being assessed with major calculation, although some initiatives promoted by the Grand Orient of Spain/Grand Lodge of Spain go in that direction. Portugal is still looking for the convenient approach. A good start was the proclamation of all Portuguese masonic organization repudiating the terrorist attacks in Paris against the journalists and cartoonists of the Charlie Hebdo. It was a landmark in the history of the Portuguese Craft.

Asian Craft has, for some reason, been absent from these developments. One possible reason for this is due to the kind of Masonic organization existing underground, still related to European Grand Lodges, and favouring less a national organization of Masonic Lodges. The exceptions to this are the Grand Lodge of Japan, the Grand Lodge of the Philippines, the Grand Lodge of India and the Grand Lodge of China (Taiwan). Most of them were created to react to necessities of local masonic organizations rather than aiming towards a positioning in the international structure of Freemasonry. For reasons of culture, some of them are less open to an active participation in the debate of the problems of their societies, than others. Indian freemasonry is an exception which is rooted in its active participation in the movement that led India to political independence from the British rule. But this is an on-going process that may isolate those Crafts that miss the step in the changes that Freemasonry as a whole is passing through. The aging of Brothers and Lodges poses an enormous challenge to the continuity of Masonic activity both in Asia as indeed in the rest of the world and invites us to look at the Masonic role in the 21st century with another vision and boldness.