Eleições na GLLP

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A segunda volta das eleições para Grão Mestre da Grande Loja Legal de Portugal / Grande Loja Regular de Portugal realiza-se no dia 7 de julho e já se sabe quem passou a esta fase.

O i sabe que Armindo Azevedo, apoiado pelo atual Grão Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, Júlio Meirinhos, e Motta Veiga passaram à segunda fase.

Recorde-se que Júlio Meirinhos já não pode candidatar-se porque já está no limite dos mandatos. O nome do seu candidato, Armindo Azevedo, acabou por ser associado ao escândalo que envolve a Fundação “O Século”, cujo conselho de administração – composto apenas por maçons – está a ser investigado por suspeitas de crime de peculato e abuso de poder. Na altura em que estas notícias vieram a público, Meirinhos disse à “Visão” que “a GLLP não participa nem patrocina a participação em negócios de empresas e associações que lhe são estranhas”, rejeitando assim uma associação a este tipo de situações.

Noticia do jornal i.

A Maçonaria é uma Universidade (Franck Monteiro)

A Maçonaria é uma Universidade na qual se estuda várias ciências, dentre as quais destacamos: Filosofia; Psicologia; Sociologia; Moral; Estética; História; Lógica; e, Metafísica.

Maçonaria e Filosofia

Na Maçonaria estuda-se Filosofia porque, etimologicamente, esta palavra (de origem grega) significa “amigo da sabedoria”. Bem, sabemos que da mesma forma, a Maçonaria é “amiga da Sabedoria” e ensina e incentiva aos Maçons a também serem “amantes da Sabedoria”.

Filosofia é, hoje, considerada a síntese geral de todos os conhecimentos humanos; a visão uniforme e conjunta de todas as ciências. É a própria sabedoria, porque sua finalidade é tal qual a da sabedoria, melhorar os homens e torná-los virtuosos pela prática do bem, consubstanciado nos seus deveres para com Deus, para com o próximo e para consigo mesmo.

https://wordpress.com/read/blogs/123533968/posts/88masonic lodge

There are rituals, but it’s not a religion

They have secrets, but they’re not all that mysterious. There are rituals, but it’s not a religion.

That’s what the men of the Maryville Masonic Lodge at 1622 N. Main St. want people to know.

However, according to member Mike Thompson, Freemasonry is a way of life full of opportunities for spiritual experiences and personal growth.

Thompson, a former Maryville mayor, is currently the Maryville lodge’s treasurer. He got into the organization while researching his family’s history. Everywhere he looked, he found more Freemasons.

http://www.maryvilledailyforum.com/news/article_2c915340-bfb2-11e5-8823-2b6df02ac5a3.html

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As respostas da Maçonaria para um mundo em tumulto

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A Maçonaria encontra-se normalmente associada à imagem de uma instituição secreta, cheia de cerimónias invulgares, uma espécie de congregação religiosa em que se concertam planos de tomada do poder político ou se combinam negócios ilícitos, no segredo das Lojas. Essa imagem fantasiosa não corresponde à realidade. A Maçonaria é uma organização mundial, com lojas espalhadas pelos quatro cantos do globo, todas elas com os seus próprios costumes e tradições. Sendo uma instituição tradicional é natural que os seus usos e costumes tenham enorme influência na sua identidade, até porque o ser humano é gregário e gosta de se identificar com símbolos e práticas que o caracterizam como membro de uma dada comunidade. Todos temos horas próprias para comer, sentamo-nos de certa forma à mesa, cumprimentamos os mais velhos de forma reverente, vestimo-nos de certa forma e não de outra. Mesmo os que não professam uma religião quando entram num templo religioso guardam silêncio ou falam em voz baixa. Os homens procuram uma identidade porque ela é a forma do seu reconhecimento pelos outros e é uma forma de sobrevivência.

A Maçonaria não existe para fazer negócios nem tem planos para conquistar o poder no mundo. Naturalmente, os amigos que são próximos estão mais disponíveis para combinar um empreendimento comum do que os homens que não se conhecem. Mas isso não é exclusivo da Maçonaria. Existe entre os cristãos de uma dada paróquia, os sócios mais apaixonados de um clube de futebol, as pessoas que nasceram na mesma aldeia e emigraram para outro local, nos militares que fizeram conjuntamente o serviço militar. Quer dizer as pessoas são próximas, confiam umas nas outras e as iniciativas conjuntas acontecem. A Maçonaria não tem segredos ou rituais que afrontem as convicções de cada um. O segredo é uma forma de descrição, tem a ver com a intimidade da vida privada, com o espaço vital e funcional do indivíduo. Os membros da administração de uma empresa não revelam o que lá se passa, ao público; nem as reuniões das direcções dos jornais são públicas. Costumamos dizer que só o próprio maçom pode revelar a sua condição e que nenhum outro pode fazer. Também não descriminamos quem tem outra cor de pele, segue outra religião, tem um clube de futebol que não é o nosso ou tem opções sexuais que não são as mais comuns. A modernidade habituou-nos a respeitar o espaço de autonomia de cada um e, nele, inclui-se a defesa da privacidade. A maçonaria não pratica rituais satânicos ou que violem a decência da pessoa humana, como por vezes se fantasia. Quem viu filmes sobre os Templários ou a Cavalaria Medieval assistiu a cenas de iniciação ou cerimoniais em grupo que são rituais de passagem. A Maçonaria pelas suas origens na cavalaria medieval adoptou estes rituais, há três centenas de anos.

A Maçonaria não é uma religião. Não adora uma divindade própria, não tem um clero, nem um livro sagrado próprio, não dá sacramentos, não converte, não dá a Salvação. Tem gente de variadíssimas religiões e também tem quem não siga qualquer religião. Nalgumas das suas cerimónias, por razões de solenidade, pede aos seus membros que tomem os seus juramentos sobre o livro sagrado que escolherem. Ele não é imposto. Pode ser a Bíblia, a Torah, o Corão, o livro sagrado dos hindus, dos sikhs, dos budistas. Pode ser mesmo um texto a que a pessoa atribui um sentido último, sagrado. Porque tem gente de várias religiões, a Maçonaria adoptou, há quase trezentos anos, o conceito do Grande Arquitecto do Universo, no sentido do Criador do Universo e do mundo em que vivemos, a divindade, a causa última de tudo o que existe. As cerimónias que os Maçons realizam são feitas invocando a sua protecção e Luz. Mas cada um dos membros da Loja dá-lhe o nome que aprendeu ou, por substituição, essa designação. A Maçonaria é estruturalmente tolerante em relação a todas as religiões e porque não permite a discussão de questões de crença é aberta a todas, sem excepção. A Maçonaria não ignora que há confissões religiosas que proíbem os seus membros de se tornarem Maçons mas não interfere na tomada de decisão dos que lhe batem à porta.

Os juramentos que os seus membros tomam são formas de integração no grupo. Nada é pedido ao que toma o juramento que viole as suas convicções ou exija algo que seja ilegítimo. Quem não viu a tomada de juramento do Presidente dos Estados Unidos no início das suas funções? Os juramentos da Maçonaria são semelhantes. O Presidente jura respeitar a Constituição colocando a sua mão direita sobre uma Bíblia; os Maçons juram respeitar as ordens legítimas dos seus superiores, os regulamentos em vigor da sua organização, ajudar e proteger os seus Irmãos, colocando a mão sobre o livro sagrado da sua escolha. Pode essa protecção envolver o encobrimento de crimes? Não. Por juramento e por landmark (princípio institucional) a Maçonaria obedece às leis do poder civil do país ou local onde funciona e às suas autoridades legítimas. Se um membro da fraternidade é condenado pela prática de um crime que enxovalhe o seu bom nome, a organização retira daí ilações e o membro é suspenso de todos os direitos na instituição e, em certos casos, expulso.

Qual o sentido de se pertencer a uma organização secular se existem outras formas de convívio e outras ocupações lúdicas porventura mais excitantes? Porque como nenhuma outra organização a Maçonaria ajuda cada um dos seus membros a se tornar um cidadão mais responsável, mais solidário com quem sofre, mais criterioso com a família e a evoluir como ser humano. Fá-lo pelo convívio, pela comunhão, pela partilha de conhecimentos em Loja, pelo estudo dos símbolos, pela visita aos locais sagrados ou simbólicos. Dá um sentido de inclusão e pertença que quase nenhum outro grupo humano dá. Sem exigir obediência cega e vinculação para toda a vida, a Maçonaria respeita o espaço de autonomia de cada um e que quem um dia se aproximou decida afastar-se.  O Maçom é sempre e em todas as ocasiões um homem livre, tanto amigo do rico, como do pobre desde que sejam pessoas de bem.

Faz isto algum sentido leitor? Se faz procure-nos. Mande um email para sec.syslodge@gmail.com 

Quase um ano

Luvas1Cumpre-se daqui a pouco quase um ano de actividade maçónica ritualista da LOJA SUN YAT SEN e os propósitos iniciais estão a ser cumpridos. Nalgumas ideias. Dar consistência a um projecto maçónico que possa perdurar independentemente dos desenvolvimentos circustanciais das comunidades que formam Macau como Região Administrativa Especial da China. Praticar uma ritualísitica maçónica de acordo com as melhores práticas internacionais tornando a Maçonaria um espaço de inclusão e não um espaço de exclusão em razão de uma língua, raça ou nacionalidade. Estimular o conhecimento dos princípios maçónicos guardando, a recato, as matérias que são de acordo com os usos e costumes maçónicos, assuntos constitutivos do segredo maçónico. Dar a conhecer aos interessados a vocação histórica de Macau como entreposto cultural, religioso e simbólico. Explicar a riqueza pluralística da Maçonaria em termos de visões organizativas e de qual o papel que a Fraternidade pode desempenhar no século XXI atendendo às facilidades de comunicação oferecidas pela Internet e pelas redes sociais. Obviar a expressões de dogmatismo e de rejeição pura, face ao que é diferente, inovador ou inusitado. No que concerne ao acesso à verdade simbólica, ninguém tem o privilégio do saber único, da regra exclusiva ou da fidelidade àquele corpo de princípios que o costume ou o institucionalismo considerou incontornáveis. Em última palavra, o Maçom é um livre-pensador que expressa o que crê, com liberdade e responsabilidade e entre as quatro paredes do Templo ou na vida profana exalta e corporiza os princípios da sã liberdade, da simplicidade, do trabalho, da persistência, do diálogo e do respeito pelo Outro. A Loja é o maior divisor comum de quem pensa assim e é por isso o centro de congregação dos Homens Livres e com sentido ético elevado e exigente.